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A Todas as Mães Do mundo

01/02/2007

Minha Mãe
Minha mãe… às vezes , triste, me pergunto se ela realmente existiu… Noutras, saudosa, não tenho dúvida nenhuma pelo seu gigantismo.Ela sorria, trabalhava, suava,Ela cantava, ninava, consolava.Ela fazia carinho, ralhava se fizéssemos ou pensássemos besteiras (sim, ela lia os nossos pensamentos).Ela não chorou na nossa frente, ela não mostrou dor, não mostrou medo. Não foi fraca nem pequena: super heroína de nossa história.Um dia, vi que minha mãe ia morrer e quis que fosse logo ou fosse eu. Descobri então como é ruim pedir a morte de quem eu amava tanto. Mas ela, gigante, já não vencia o câncer. Na última noite, saí do hospital, peguei as meninas e fui para a nossa casa. Banho e sono: todas dormindo porque eu sabia que só assim ela iria embora. Às 4h55, o telefone tocou. Fechei os olhinhos apertados como quando eu tinha medo. Rezei por ela um Pai Nosso e uma Ave Maria. Levantei-me e precisei abreviar a cara de desespero de minha prima assistente social: talvez a pior vez em que deu a derradeira notícia. Eu disse as palavras que ela engoliu.Depois de tudo encaminhado, nenhuma lágrima até então. Meu coração sangrava eterno. Eu sabia que a falta seria para sempre. Um dia, anos antes, entendi: a minha avó velhinha chorava. Perguntei-lhe o porquê das lágrimas e ela me disse: ô, minha neta, hoje eu acordei com saudades de minha mãe. Eu nem conhecera a bisavó, mas percebi que se minha avó ainda chorava por ela, quarenta anos após sua morte, a falta era eterna. Como a que eu sentiria.

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